Novo Degase

Notícias

  • Criaad Teresópolis inaugura unidade de Justiça Restaurativa

    20/03/2019

    Por Ascom Degase

    O Criaad Teresópolis, unidade de semiliberdade do Degase, recebeu, nesta última sexta-feira (15/03), um encontro com diversos setores da sociedade para inauguração do núcleo de unidade restaurativa na unidade. Estiveram presentes profissionais do Núcleo Central de Justiça Restaurativa (NCJR) do Degase, sob orientação da pedagoga Lívia Vidal; da Escola de Gestão Socioeducativa Paulo Freire; o diretor geral, André Monteiro; o subdiretor Leandro Torres, representantes das secretarias municipais de Teresópolis, do Conselho Tutelar, do Judiciário, da Polícia Militar, instituições da sociedade civil, além da presença da psicóloga Mônica Mumme, referência em Justiça Restaurativa (JR).

    No encontro foram realizados círculos de construção de paz conduzidos pelos facilitadores do NCJR e historicamente essa construção atribui ao Criaad Teresópolis o título de Unidade Restaurativa. O evento marcou o início do processo coletivo e participativo de construção do fluxo de atendimento da JR em Teresópolis. 

    A diretora da unidade, Marli de Souza, deu as boas vindas a todos contando um pouco da história da unidade, atípica dentro do sistema socioeducativo do Rio, e que conta com muito verde, hortas e um clima agradável, propícios para programas nesse sentido.  

    O diretor geral André Monteiro comentou sobre a fé que todos devem ter para se conseguir obter bons resultados.

    - Tudo que estamos fazendo aqui é para demonstrar nosso amor por esses adolescentes. Não adianta ficarmos na teoria, temos que fazer na prática  - disse o diretor, que fez questão de conversar sobre o programa, entre outros assuntos, com dois adolescentes que cumprem medida socioeducativa na unidade.

    A psicóloga Monica Mumme, idealizadora de cursos sobre JR em tribunais brasileiros, contou sobre diversas experiências em projetos na prática, seus desafios para consolidá-la e como o Brasil tem se tornado importante referência e fomentador das ações de JR, além de estar presente sempre com grupos numerosos em congressos por todo o mundo.  Comentou também sobre os princípios relacionados às práticas, tendo por finalidade a transformação do conflito em aprendizado e a criação de uma nova possibilidade de convivência. 

    A pedagoga Lívia Vidal comentou sobre o programa dentro do Degase. 

    - É um trabalho árduo que ainda está se consolidando dentro do próprio departamento. Entendemos que na Justiça Restaurativa precisamos de um espaço de encontro com nossas humanidades – disse a pedagoga, ressaltando que o programa não poderia ficar somente na capital e, sim, precisava abranger as diversas regiões do estado.

    O secretário de Desenvolvimento Social de Teresópolis, Marcos Jaron, comentou sobre a ideia de criar uma parceria com o Degase.

    - Queremos fazer um termo de parceria com o Degase para um programa piloto de terapia restaurativa, junto com os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), com jovens que são acolhidos pela SMDS de Teresópolis e que sirva de referência para estudos de caso, replicando isso depois em outros municípios.

    A diretora da ESGSE Paulo Freire, Bianca Veloso, agradeceu a sua equipe.

    - Esse é um trabalho muito importante para a comunidade socioeducativa e esses profissionais acreditaram e mostram a cada ação total competência técnica para planejar e executar este programa.

    O comandante do 30° BPM de Teresópolis, Coronel Marco Aurélio Santos, também comentou sobre a importância da Justiça Restaurativa.

    - Toda mudança de comportamento para o positivo é bem saudável. Quando você traz um jovem que cometeu um delito junto da vítima e ele consegue perceber o estrago que causou para ela ou sua família, trazendo também a autorresponsabilidade, é sempre importante – disse o comandante.

    A Justiça Restaurativa é um método alternativo de solução de conflito que pode ser utilizado em qualquer etapa do processo criminal, e consiste na adoção de medidas voltadas a solucionar situações de conflito e violência, mediante a aproximação entre vítima, agressor, suas famílias e a sociedade na reparação dos danos causados por um crime ou infração. Dessa forma, ela envolve diferentes pessoas e instituições na resolução de um conflito, que auxiliam na reparação dos danos causados e na recuperação social do agressor, aplicando o conceito de corresponsabilidade social do crime.


    Voltar

  • Revista AÚ
Tecnologia: PRODERJ - Todos os direitos reservados