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  • Juiz de Volta Redonda concede final de semana com a família a dois internos

    30/11/2018

    Por Ascom Degase

    Pela primeira vez na socioeducação do Rio, o juiz Alberto Pontes Garcia Júnior, da Vara da Infância e Juventude de Volta Redonda, concedeu um final de semana com seus familiares para dois adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação. A ação aconteceu no Centro de Socieducação (Cense) Irmã Asunción de la Gándara Ustará, unidade de internação e internação provisória, em Volta Redonda. A saída para a casa dos familiares aconteceu neste último fim de semana (24 e 25/11), e nesta segunda-feira (26/11) os jovens retornaram à unidade.

    A autorização para a saída dos adolescentes foi baseado no Programa de Abolição da Ideologia Faccional no Sistema Socioeducativo (PAIFSS), idealizado no Cense de Volta Redonda, e em diversos itens para que os jovens possam usufruir do benefício de visitar seus familiares, mesmo cumprindo medida de internação, que pressupõe a não saída deles, e sim, somente a visita dos familiares na unidade.

    Não estar associado a nenhuma ideologia criminosa; ter cometido infrações mais leves, além de seguir à risca diversas regras de conduta durante sua internação, como se socializar bem com os outros adolescentes, servidores, prestadores de serviço, etc., além de participar das atividades escolares, esportivas e culturais. Tudo isso faz com que os jovens tenham mais chances de serem liberados para passar o fim de semana com seus familiares.

    A intenção é que não sejam todos os finais de semana que eles poderão ir para casa. A princípio, serão intercalados. Os responsáveis por colocarem em prática o PAIFSS são o coordenador regional do Pólo Sul-Fluminense, Adriano Guedes Custódio, o diretor da unidade, Fábio Ribeiro, e o agente socioeducativo, Thiago Diniz, coordenador do PAIFSS. Adriano comenta que há muito tempo tenta modificar os problemas existentes com alguma solução criativa e que melhore a vida dos adolescentes, seus familiares e da sociedade de um modo geral. Ele também comenta sobre o jovem não ir para a semiliberdade (caminho natural após a internação) e, sim, para o meio aberto.

    - Há também a intenção desses adolescentes que estejam integrados ao programa irem direto para o meio aberto, não precisando passar pela semiliberdade, fazendo também com que deixemos de superlotar o sistema, além do número excessivo de familiares que precisam visitar a unidade – explica Adriano.

    Os responsáveis pelo Cense Volta Redonda fazem questão de ressaltar a importância de outros atores do sistema como a promotora de Justiça, Mariana Zampier, a defensora pública, Camila Zimmermman, além do juiz Alberto Garcia Júnior.

    - Antes de implantarmos o projeto, tivemos diversas reuniões com o Judiciário, o Ministério Público, além dos adolescentes e seus familiares, que foram alertados de suas responsabilidades. O Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) também teve papel importante – explicou Adriano, que ressalta também a parceria com a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em atividades dentro e fora do Cense.

    Os responsáveis pelo projeto ressaltam que outros jovens já vêm aderindo ao programa e que no futuro próximo também terão a chance de serem beneficiados da autorização para passar o final de semana com seus familiares.

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