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  • II Fórum de Assistência Religiosa reúne instituições e servidores na ESGSE

    16/11/2018

    Por Ascom Degase

    Organizado pela Coordenação de Saúde – Divisão de Serviço Social – do Novo Degase, aconteceu nesta última terça-feira (13/11), durante todo o dia, no auditório da Escola de Gestão Socioeducativa (ESGSE) Paulo Freire, no campus da Cecel, na Ilha do Governador, o II Fórum de Assistência Religiosa no Sistema Socioeducativo do Estado do Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo apresentar a assistência religiosa como direito do adolescente privado de liberdade e como contribuição valiosa para sua inclusão construtiva na sociedade.

    Também colocou em evidência e estimulou a mobilização dos assistentes religiosos e de suas instituições, além de identificar as possibilidades de desenvolver ferramentas de articulação e estratégias de ação.

    A mesa de abertura do evento contou com a presença da diretora de Serviço Social, Leila Mayworm; da coordenadora de Saúde, Christiane Zeitoune; do coordenador de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Cecel), George Fox; a diretora da Escola de Gestão Socioeducativa (ESGSE), Janaína Abdalla e do chefe da Divisão de Inteligência do Novo Degase, Moisés dos Santos Alves.

    A diretora de Serviço Social relembrou o trabalho que tem sido feito nos últimos anos e as conquistas alcançadas na área, especialmente o espaço de formação para os assistentes religiosos e a Carta de Princípios da Assistência Religiosa prestada aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, aprovada pelo Degase, em junho de 2015.

    - Nossa palavra de ordem nesses últimos cinco anos sempre foi o respeito. Conseguimos avançar muito e colocar os gestores do sistema socioeducativo, coordenações e agente religiosos de vertentes distintas, lado a lado, comungando de um mesmo objetivo – pontuou Leila.

    Já Janaína Abdalla, diretora da ESGSE, reforçou a importância do tema dentro do sistema socioeducativo e de continuar os avanços na área, sem retroceder com os direitos que foram conquistados.

    - A assistência religiosa é fundamental porque vai além do saber científico, além do saber prático, ele ultrapassa o humano, o cognitivo, o biológico, e se apresenta como aquilo em que o adolescente acredita como possibilidade de redenção. Esse é um direito que precisamos garantir aos jovens de todas as crenças – afirmou a diretora.

    Ainda na parte da manhã, as mesas seguintes trouxeram a visão do Estado e do Município sobre a assistência religiosa, além do acompanhamento dos adolescentes pós medidas socioeducativas, com as falas da vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Carla Marize Augusta da Silva; a Promotora de Justiça da tutela Coletiva da Infância e Juventude Infracional, Janaína Vaz Pagan; e assessora de medidas socioeducativas e ao egresso do Novo Degase, Saturnina Pereira da Silva.

    Explicando sobre o papel do ministério público no que se refere à assistência religiosa, a promotora Janaína Pagan pontuou que quando alguém fere o direito do outro de ser, ele está ferindo princípios constitucionais, que precisam ser respeitados. O Ministério Público atua para garantir que haja um equilíbrio na oferta da assistência religiosa, preservando as crenças particulares e reservando aos jovens internos o direito de exercê-las, sejam elas quais forem.

    - A assistência religiosa não pode se confundir, de maneira nenhuma, com uma doutrinação de qualquer religião – reforçou Janaina, que completou ressaltando que para educar um adolescente é necessária uma rede extensa de pessoas dispostas a contribuir.

    Na parte da tarde, foram apresentadas a experiência de uma das unidades socioeducativas de privação de liberdade, com o diretor do Centro de Socioeducação Dom Bosco, Marcos Rodrigues Bastos, e os dados da pesquisa sobre assistência religiosa no sistema socioeducativo do Rio de Janeiro, com o professor Leandro Soares de Souza, da Assessoria de Sistematização Institucional (ASIST). Na sequência, foram apresentadas experiências exitosas das instituições parceiras, que contribuem no cotidiano do sistema socioeducativo do Rio. Sociedade Bíblica do Brasil, representada pelo analista de projetos socais Dani Paes; a Pastoral do Menor, representada pelo diácono Roberto José dos Santos; a Associação de Mães Adolescentes em Risco (AMAR), representada por Valéria Gomes; Casa Mãe (Ilha e Belford Roxo), representadas por Sandra Santos Lima Paulo e Marli Fernandes, que contaram suas experiências e responderam as questões dos participantes do evento.

    - Às vezes, muitas pessoas vão à igreja para se projetar. Quando vão para um espaço e veem que não têm projeção lá, elas saem. Muitas pessoas são voluntárias pelo mesmo motivo, mas nós precisamos estar aqui para nos doar – afirmou Sandra Santos, uma das fundadoras da Casa Mãe de Belford Roxo, que atua com familiares dos adolescentes internados no Centro de Atendimento Intensivo de Belford Roxo (CAI Baixada).

    Também foram discutidos temas como empregabilidade e economia colaborativa como alternativa para geração de renda, e o papel do assistente religioso como um importante agente de transição entre o sistema e o retorno à sociedade, além de sua contribuição no acompanhamento dos adolescentes após o cumprimento de medidas socioeducativas.


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