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  • Jovem do Cense Campos vence e dois do CAI Belford Roxo ficam em 2º e 3º no Concurso de Redação da DPU

    24/01/2018

    Por Ascom Degase 

    Em sua terceira edição, o Concurso de Redação da Defensoria Pública da União (DPU)  trouxe como tema "Mais Direitos, menos grades". A novidade foi a possibilidade da participação de pessoas que se encontram em situação de prisão, que, após efetivação, receberão a remissão de um dia de sua pena, e dos estudantes em cumprimento de medida socioeducativa que disputaram com os demais, em cada categoria, a um tablet como premiação. O concurso teve 6.607 redações inscritas. 

    - Pela primeira vez a DPU criou uma categoria específica nesse concurso público (com adolescentes que cumprem medida socioeducativa). É uma maneira de sermos vistos, reconhecidos – diz Fernanda dos Reis Lopes, diretora regional pedagógica da Diretoria Especial de Unidades Prisionais e Socioeducativas (Diesp).

    O concurso foi em setembro e o resultado saiu no fim do ano passado. Na categoria três, estiveram os jovens que cumprem medida socioeducativa, divididos pelos estados. No Rio de Janeiro, um adolescente do Colégio Estadual Rui Barbosa, que funciona no Centro de Socioeducação Professora Marlene Henrique Alves, o Cense Campos, ficou em primeiro lugar. Na segunda e terceira colocações chegaram dois adolescentes do Colégio Jornalista Barbosa Lima Sobrinho (CEJBLS), do Centro de Atendimento Intensivo (CAI) Belford Roxo. Ambas unidades de internação. 

    O Concurso de Redação promovido pela Defensoria Pública da União é direcionado aos alunos do ensino fundamental e médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), das escolas públicas de todo o país. Ele é parte do Plano Estratégico da instituição e visa a fortalecer a visibilidade da DPU na defesa dos direitos de quem não pode pagar advogado para ter acesso à justiça. 

    A professora Márcia Lima, do CEJBLS, explica o sentimento e a metodologia utilizada para o concurso. 

    - Nós, professores, e a direção do CEJBLS ficamos muito felizes com o resultado do concurso. Os alunos puderam disputar o prêmio apenas com adolescentes do sistema socioeducativo. Foi um modo de organização mais justo e um reconhecimento da nossa especificidade – ressaltou a professora de língua portuguesa Márcia Lima, que coordenou e registrou o Plano de Mobilização do colégio. 

    Segundo a professora Márcia, foram desenvolvidas várias atividades ligadas ao tema do concurso. Entre  elas, destacaram-se uma exposição de fotografias, com a participação de alunos do ensino médio fotografando os alojamentos; uma palestra com as Defensoras Renata Castro de Araújo, que atende aos adolescentes do CAI semanalmente, e Maria Carmem Miranda de Sá, da Coordenadoria dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica); e a produção do filme  "Quanto vale a vida?", do professor de teatro Jefferson Rocha. 

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