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  • Novo Degase realiza primeiro dia do III Seminário Internacional e VII Estadual Socioeducativo

    30/11/2016

    Por Ascom

    Organizado pela Assessoria de Sistematização Institucional (ASIST) do Novo Degase, em parceria com o Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Sesc/Senac), o III Seminário Internacional Socioeducativo e VII Seminário Estadual Socioeducativo teve início na última terça-feira (29/11), e tratou sobre as questões, desafios e perspectivas das políticas de restrição e privação de liberdade.

    O evento foi realizado nas dependências do Sesc Barra da Tijuca e aberto pelo diretor geral do Novo Degase, Alexandre Azevedo, que pontuou a função primordial da realização do Seminário: a de parar e refletir sobre as práticas que são realizadas no dia a dia, para que se possa repensá-las ou prosseguir no que vem dando certo.

    - Nós estamos vivendo, em âmbito nacional, um momento de repensar posturas. Precisamos enfrentar alguns aspectos e este seminário será fundamental para haver um diálogo teórico necessário, sobre as políticas de socioeducação. A cada ano que passa, o aumento de apreensões de adolescentes vem crescendo assustadoramente, e nós precisamos entender porque esses jovens só passam a nascer socialmente ao perder a liberdade. Não será apenas construindo novos centros de socioeducação que iremos fazer decrescer essa curva. - frisou o diretor do Departamento.

    A mesa de abertura contou ainda com as falas do delegado da Polícia Civil, Orlando Zaccone; a defensora pública Eufrásia Maria das Virgens, da Coordenadoria dos Direitos da Criança e do Adolescente; o major da Polícia Militar, Fabio Neves; o promotor público Renato Lisboa Pinto, representando o procurador geral de justiça, Marfan Martins Vieira; o diretor geral do Senac, Carlos Artexes Simões e o professor Vitor Cadorin, representando a pró-reitoria de extensão da Universidade Federal Fluminense.

    A primeira conferência do dia foi realizada pela Dra. Sílvia Camões, Ph.D em Ciência Política e diretora do Centro de Investigação em Ciência Política (CICP) da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, trazendo experiências e o atual panorama da socioeducação na Europa, especialmente em Portugal. Embora a quantidade de jovens privados de liberdade em seu país seja bem inferior a do Brasil, a pesquisadora mostrou que o perfil dos jovens privados de liberdade em Portugal é bem parecido com o do Brasil: baixa escolaridade, situação de vulnerabilidade socioeconômica e familiar, e moradores de áreas periféricas.

    Na sequência, a mesa redonda “Experiências na América” trouxe duas representantes da Argentina, Profª Dra. Natalia Zapata e Profª Dra. Victoria Aued, que trouxeram números e informações atuais sobre os adolescentes em conflito com a lei em seu país, mostrando tanto a realidade dentro dos centros de socioeducação, quanto o perfil desses jovens (idade, nível de escolaridade, etnia, experiência no mercado de trabalho, etc.). O debate, mediado pela pedagoga do Novo Degase, Bianca Veloso, contou ainda com a presença da presidente da Fundação Casa, Profª Dra. Berenice Gianella, que falou especialmente sobre a gestão compartilhada dos centros de atendimento socioeducativo de São Paulo, que hoje trabalha com a parceria do Estado com as Organizações da Sociedade Civil (OSC). Ao final da palestra, foram apresentados videos com experiências socioeducativas bem sucedidas realizadas no Uruguai, com o curta “Nada crece a la sombra”.

    A parte da tarde começou com o lançamento de livros ligados ao tema da socioeducação e seguiu com a mesa “Políticas de Restrição e Privação de Liberdade na América do Sul”, que falou não só do sistema socioeducativo, mas da dinâmica do sistema prisional nos países da américa latina. Os palestrantes convidados foram o psicólogo e Doutor em Ciências da Saúde, Prof. Dr. Omar Bravo, da Colômbia; a pesquisadora e doutora em Educação, profª Dra. Analia Umpierrez, da Argentina; a doutora em Desenvolvimento Pessoal, profª Dra. Violeta Rosa Collado, do Chile; e o Doutor em Ciências Sociais e professor da Universidade Federal Fluminense, prof. Dr. Elionaldo Julião, representando o Brasil. 

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