Novo Degase

Notícias

  • Painel de azulejos produzidos por jovens do Novo Degase é inaugurado na Ilha do Governador

    27/07/2016

    Por Ascom

    Foi inaugurado na manhã desta quarta-feira (27/07), na Coordenação de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Cecel), na Ilha do Governador, o painel de azulejos produzido por adolescentes da Escola João Luiz Alves, unidade de internação masculina do Novo Degase, e do Cense Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, de internação feminina. O painel, que mede cinco metros de largura por três de altura e tem um total de 700 azulejos, é resultado de uma oficina com a ONG Inscrire Brasil. Servidores do departamento também ajudaram na confecção. 

    O projeto do painel tem como tema promover a reflexão sobre os direitos humanos e cidadania por meio de intervenções artísticas integradas ao cenário urbano e criadas de forma participativa. O painel foi colocado na parte externa da Cecel e o evento de inauguração teve a presença do artista plástico Philippe Nothomb, do desembargador Siro Darlan, do artista plástico Orlando Rafael dos Santos, do diretor geral do Novo Degase, Alexandre Azevedo, além de parceiros da Inscrire e servidores do departamento. Tudo ao som do saxofonista Ronaldo Martins. 

    A Inscrire é uma organização sem fins lucrativos, fundada pela artista plástica belga, Françoise Schein, conhecida como a “artista dos direitos humanos”, que já montou painéis em diversas cidades do mundo, como Barcelona, Paris, Lisboa, Berlim, entre outras. Aqui no Brasil este é o 12º painel colocado. Eles podem ser vistos em locais como São Paulo e, no Rio, na estação de metrô da Siqueira Campos, na subida do Vidigal e na Praça Mauá. 

    A arquiteta Moema Quintanilha foi a responsável pela oficina, que durou um mês, com quatro horas semanais, em que os adolescentes aprenderam técnicas de serigrafia, noções de História da Arte e uma espécie de “alfabetização do desenho”. 

    - Iniciamos com uma conversa sobre direitos humanos, seguida de outra sobre História da Arte. Queríamos que existisse uma “alfabetização do desenho”. Só depois fomos para o azulejo, na oficina de pintura – disse Moema, ressaltando que as palavras usadas no painel e os desenhos foram de autoria dos próprios jovens. 

    Já o artista e responsável pela Inscrire no Brasil, Philippe Nothomb, acredita que foi muito interessante a experiência de produzir o painel com adolescentes que cumprem medida socioeducativa. 

    - Foi um projeto piloto muito interessante. Colocamos os jovens para pensarem sobre os direitos humanos e cidadania e, depois, passarem isso para os azulejos – disse Nothomb, completando que duas razões básicas fizeram o painel ficar exposto do lado de fora da unidade: primeiro, por ser uma obra de arte e, também, por ter sido feito por adolescentes que aqui estão, contendo nele os direitos humanos, ficando assim o registro. 

    O coordenador da Cecel, George Fox, agradeceu a todos pela realização de mais um projeto. 

    - Agradeço o apoio de todos os parceiros, principalmente, porque aqueles que estão com a gente hoje é porque acreditam no nosso trabalho. 

    Todos os adolescentes que fizeram parte da produção do painel receberam certificado de participação. Dois adolescentes entregaram lembranças aos responsáveis pela Inscrire Brasil, Moema e Nothomb, agradecendo-os pela oficina e a realização do projeto.

     

     

    Voltar

  • Revista AÚ
Tecnologia: PRODERJ - Todos os direitos reservados