Novo Degase

Notícias

  • Parceria entre Cense Volta Redonda e Prefeitura oferece atividades aos internos

    20/06/2016

    Por Diário do Vale

     

    Os adolescentes internos do Centro de Socioeducação (Cense) Irmã Assunción de La Gándara Ustará, em Volta Redonda, estão recebendo atividades esportivas e diversos cursos por meio de uma parceria com a Prefeitura de Volta Redonda, através da Fundação Beatriz Gama (FBG). As aulas têm duração de quatro meses e cada turma é composta por 10 jovens. Todo o material utilizado, bem como os instrutores, são disponibilizados pela administração municipal.

     

    De acordo com o presidente da FBG, Vitor Hugo de Oliveira, desde março, os jovens já contam com aulas de tênis e futsal, além participarem de cursos de silkscreen, elétrica, informática, barbearia, pintura e texturização em parede, e violão.

     

    – Acreditamos nessa parceria e no trabalho que vem sendo desenvolvido nesse espaço. Essa é, praticamente, a última oportunidade de ressocialização que esses jovens têm. Nosso objetivo é de ocupar o tempo que esses adolescentes terão que passar no Cense, dando a eles uma oportunidade de sair da instituição com um acréscimo de conhecimento, para que possam ter um comportamento diferente do que eles tinham. Além disso, nos preocupamos em reinserir esses adolescentes na sociedade, oferecendo oportunidades através de cursos, atividades esportivas, dando a eles uma opção que muitos não tiveram até hoje. Se depender da administração municipal não vamos medir esforços para disponibilizar uma oportunidade de capacitar esses jovens – disse Vitor Hugo.

     

    Para o diretor do Centro de Socioeducação, Max Luiz Borges Barbosa, somente através de parcerias como essa, firmada entre a prefeitura e o Degase, que acontece há dois anos, será possível realizar um trabalho voltado para a integração desses jovens em conflito com a lei.

     

    – Somente através da socioeducação é possível mudar o olhar e a vida desses adolescentes. Assim podemos dar a eles tudo aquilo que ainda não tiveram acesso. Queremos dar a eles uma perspectiva de ter um oficio e de reconstruir as suas vidas – disse.

     

    A pedagoga da unidade, Juliana Baratieri Valente, afirmou que é visível a mudança do comportamento de um adolescente que participa desses cursos.

     

    – Dá para ver o discurso do adolescente mudando. Entram sem perspectiva alguma e quando começam a participar das atividades propostas e dos cursos, esse discurso é totalmente diferente. É importante também destacar que a família fica muito feliz com a possibilidade da profissionalização desses jovens – apontou a pedagoga.

     

    Quem concorda com ela é o professor do curso de Elétrica Predial, Daniel Carvalho.

     

    – Eles ficam muito motivados quando digo que nunca tive um emprego de carteira assinada e que sempre trabalhei como autônomo e que nunca faltou nada para a minha família. O grande medo deles é de não conseguirem um trabalho por causa da passagem por essa unidade – disse o professor.

    Voltar

  • Revista AÚ
Tecnologia: PRODERJ - Todos os direitos reservados