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  • Adolescentes se apresentam no segundo dia do II Seminário Internacional Socioeducativo

    03/12/2014

    Por Ascom


    Nesta quarta-feira (03/12), o Novo Degase, em parceria com o Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense (UFF), deu seguimento ao II Seminário Internacional Socioeducativo e V Seminário Estadual Socioeducativo, no auditório João Paulo II, na unidade de internação e internação provisória Escola João Luiz Alves (EJLA), na Ilha do Governador. Profissionais e estudantes de todo país puderam assistir e formular perguntas aos palestrantes neste segundo dia de seminário, que teve como tema Diversidade: Educação, Questões Culturais, Étnico-Raciais e Religiosa.

     

    Pela manhã, as meninas que cumprem medida socioeducativa no Criaad Ricardo de Albuquerque realizaram um desfile de moda, apresentando o trabalho realizado pela oficina de costura. Depois, foi a vez dos jovens do CAI Belford Roxo, que formam o grupo “Nós do CAI”, subirem ao palco. Com instrumentos de percussão e de corda, o grupo cantou a música “Olhos Coloridos”, que ficou famosa na voz de Sandra de Sá. Uma esquete teatral, baseada no filme “Luzes da Ribalta”, de Charles Chaplin, também foi apresentada pelos jovens do CAI. A pedagoga do Degase, Lívia de Souza, que com Daniela Gomes formam o grupo Mulheres de Pedra, apresentaram uma performance sobre preconceito racial, chamada Carolina Maria de Jesus.

     

    A mesa de debates do segundo dia de seminário reuniu o mestre em Educação pela Uerj e historiador do Centro de Documentação e Memória do Degase, Aderaldo Pereira; o bacharel em Direito, com Especialização em Mediação de Conflitos Urbanos e diretor do Instituto Superior de Estudos da Religião, Pedro Strozenberg; o graduado em Ciências Sociais com experiências nas questões étnico-raciais, Alexandre Nascimento; e o mestre em Educação pela UFRJ e responsável pelo Núcleo de Pesquisa Institucional do Novo Degase, Marcos Santos.

     

    Strozenberg citou a pesquisa que fez no Degase, em 2008, e ressaltou que é preciso ter mais atenção com a religiosidade nas instituições.

     

    – É preciso pensar em como regulamentar a assistência religiosa dentro das instituições. Temos hoje uma certa ausência religiosa, mas ao mesmo tempo uma pluralidade de diversas religiões – destacou Strozenberg.

     

    Dentre os vários estudantes e profissionais do setor que vieram de todas as partes do país como Mato Grosso, Brasília, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, o doutorando em Educação, Denílson de Castro, que trabalha no Núcleo Interdisciplinar de Educação em Direitos Humanos, no campus de Palmas, Tocantins, elogiou os dois dias do seminário.

     

    – Achei muito interessante. No primeiro dia o debate foi mais acadêmico e, neste segundo, mais prático. Apesar de Palmas possuir uma população bem menor em relação ao Rio, temos os mesmos problemas e delitos e, portanto, as questões e soluções daqui podem ser aplicadas lá também – disse Castro, que está avaliando os índices de cognitividade dos adolescentes de Palmas que estão em Liberdade Assistida.

     

    Também foram realizados simpósios sobre os temas do seminário. Fotos e exposições de oficinas que são realizadas em diversas unidades do sistema socioeducativo do Rio de Janeiro foram expostas durante todo o dia no campus da Coordenação de Educação, Cultura, Esporte e lazer (Cecel), que fica ao lado da EJLA. 

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