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  • Oficina Lego é finalista do Prêmio Juíza Patrícia Acioli

    14/11/2014

    Por Ascom

    Reconhecer a luta em prol da dignidade humana e prestigiar aqueles que promovem a cidadania e defendem o direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança. Esse é o objetivo do Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos, promovido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). E este ano, a oficina Lego realizada no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Novo Degase) é um dos finalistas da premiação.

     

    Uma parceria entre o Degase e o Grupo LEGO deu início, no ano de 2008, a um oficina que trabalha com mais de 20 mil peças na unidade de internação feminina, o Centro de Socioecudação Professor Antônio Carlos Gomes da Costa(PACGC). Desde então, a professora Sandra Caldas ministra aulas de robótica, montagem de maquetes e produção de filmes de animação para meninas que cumprem medidas socioeducativas.

     

    Segundo a professora, quando se oferece a estas adolescentes, oportunidade de trabalhar com filmes de animação e robótica, elas passam a ter acesso a um mundo até então inimaginável, inatingível em suas vidas simples.

     

    - Quando elas se veem capazes de realizar tais atividades mudam seus paradigmas, realmente acreditam serem capazes de mudar o rumo de suas vidas através da educação. Interessam-se em participar das atividades, de interagir com outras pessoas sem medo de errar. Além do mais, elas têm a sensação de que “aprendem brincando”. Se sentem felizes em estar ali, produzindo, afirma Sandra Caldas.

     

    A oficina Lego é uma das três finalistas na categoria “Práticas Humanísticas”, cuja temática nesta terceira edição do prêmio é “Educação e Direitos Humanos: A pessoa em primeiro lugar”. A solenidade da premiação acontece na próxima segunda-feira, dia 17/11, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e terá a presença de representantes do Judiciário e das mais diversas áreas da sociedade, além de personalidades artísticas.

     

    A oficina já ganhou dois prêmios internacionais e alguns nacionais, porém para a professora, ganhar o Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos é especial porque vai de encontro com toda a nossa prática no dia a dia.

     

    - A cada prêmio que ganhamos, ou até mesmo que escrevemos e não ganhamos, estamos repensando nosso trabalho, o que podemos melhorar e o que podemos reaplicar para que as alunas se sintam encorajadas a lutar pelos seus direitos e possam ver a educação como base desta mudança, declara.

     

    Sandra Caldas irá receber a premiação – oferecida aos três primeiros colocados de cada categoria – das mãos da autora Glória Perez. O evento de encerramento terá diversas atrações, entre as quais o Coral Xuxa Meneghel, Carlinhos de Jesus, as Orquestras Sinfônicas de Paquetá e de São Gonçalo e da Escola “Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa”, além de apresentação da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. 

     

    Serão concedidos cerca de R$70.000 em prêmios aos vencedores. Além do Theatro Municipal, o prêmio também tem como parceiros o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Xuxa Meneghel, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a OAB/RJ e o Movimento Gabriela Sou da Paz. 

    Defensora dos Direitos Humanos, Patrícia Acioli trabalhou incansavelmente na contenção da violência policial e sempre teve uma postura combativa diante da corrupção de agentes públicos. A juíza atuava, desde 1999, na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, mas por conta de sua atitude firme em busca da efetiva aplicação da lei, recebeu, ao longo de sua carreira, diversas ameaças de morte.

    Na noite de 11 de agosto de 2011, ao retornar do trabalho para sua casa, em Niterói, Patrícia Acioli teve seu carro foi alvejado por motociclistas mascarados. Ela morreu imediatamente em consequência dos disparos de armas de fogo. De acordo com a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, policiais militares foram responsáveis pelos disparos. Já foram condenados cinco réus.

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