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  • Novo Degase promove 2° Colóquio de Pesquisas e Saberes

    11/04/2014

    Por Ascom

    Foi realizado, no último dia 03, o 2º encontro do Colóquio de Pesquisas e Saberes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Estado do Rio de Janeiro (Novo Degase). A ação, realizada no auditório da Escola de Gestão Socioeducativa do Novo Degase (ESGSE), teve como convidada a professora Hebe Signorini Gonçalves, docente do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre a Infância e Adolescência Contemporâneas (NIPIAC).

    O evento faz parte do projeto “Parcerias”, que acontece desde 2010, e é fruto de um termo de cooperação firmado entre a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Novo Degase. No projeto, alunos da graduação em psicologia da UFRJ se reúnem com grupos de adolescentes da Escola João Luiz Alves (EJLA) e Professor Antônio Carlos Gomes da Costa (PACGC), respectivamente unidades de internação e internação provisória masculina e feminina, com o objetivo de trabalhar  o “afeto”. Durante as dinâmicas, os futuros psicólogos realizam a escuta e interação com os jovens internos em reuniões de duas horas semanais. Segundo a pesquisadora, é notável a diferença que existe no discurso dos adolescentes quando estão em grupo, e quando a fala é individualizada. 

    Segundo Hebe, que coordena o projeto, uma das razões da mudança é que, para ser aceito em um grupo, o jovem precisa agir de forma diferente.

    - Muitos desses adolescentes têm o desejo de mudar, mas eles se perguntam se a sociedade realmente será capaz de acreditar e apoiar a sua recuperação. Estimulá-los e mostrar que acreditamos na capacidade deles é fundamental - explica Hebe.

    Durante o Colóquio, também entrou em pauta a discussão sobre o papel dos servidores da Socioeducação no Departamento. Hebe enfatizou que é importante mostrar aos adolescentes que eles são capazes de transformar o futuro deles.

    – As transformações são lentas, mas são produtos do cotidiano, da nossa insistência com eles. O jovem precisa ter certeza que alguém acredita nele para que ele mude - finalizou a pesquisadora. 

     

     

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